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quinta-feira, 21 de julho de 2016

Mariparque

Diversão aquática? É no Mariparque.


O Mariparque é um parque aquático, que funciona durante a época balnear (9 de Junho a 11 de Setembro). Pertence ao grupo de Hoteis Cristal e situa-se na Praia da Vieira.


Este parque inclui várias piscinas (algumas com escorregas, waterslide, pista caracol e tobogans), tanto para miúdos como para graúdos. Estão disponíveis outras atividades como escalada, slide, aquaball, que têm um custo adicional ao bilhete de entrada.

Antes de entrares, vais ter de passar os pés por água.


Depois, arranja um sítio para colocar a tua toalha e pertences. Tens várias opções, desde os relvados sintéticos ao aluguer de espreguiçadeiras e chapéus de sol.



O último passo é a diversão!!

Esta é a famosa pista caracol, devido às ondinhas que vai fazendo durante percurso. É uma pista com água corrente. Quanto mais deitados formos, maior é a velocidade alcançada. Cuidado, pois existe uma tendência para rodar... e bater com os pés nos separadores, o que poderá não ser muito agradável.


Há sempre um vigilante responsável pelas partidas, estando apetrechado de duas bandeiras, uma vermelha (parar) e outra verde (avançar). Esta atração tem apenas quatro pistas, criando filas nos períodos de maior afluência.
Existem algumas restrições que deves respeitar, como por exemplo, só é permitido uma pessoa por pista, é proibido ir de joelhos/ou em pé e ir deitado de cabeça para baixo. 


Podes experimentar o tobogan com três níveis abertos. Por vezes vais ter que dar balanço com os braços, uma vez que nos níveis maiores se perde um pouco de velocidade. Na mesma piscina encontras também um escorrega fantástico, um tubo fechado, onde ganhas bastante velocidade.


Há ainda a majestosa piscina, onde podes nadar. Esta tem uma profundidade máxima de 1,80 metros.


Aqui podes ainda praticar aquaball e  kayak.



Durante o dia (a meio da manhã e a meio da tarde), existem aulas de dança com dois professores.


A zona das crianças é constituída pela piscina, um chuveiro e quatro escorregas.


Existe ainda uma pista de golfe, que rodeia os dois escorregas, e um campo de futebol, onde podes praticar diversas atividades.


A decoração, como seria de esperar, é inspirada em elementos aquáticos e marítimos. Há peixinhos e até barraquinhas de praia.





No que toca a comes e bebes, não é permitido comer perto das piscinas. Está à disposição um bar com esplanada, onde poderás comprar vários produtos alimentares.


Classificação Global: 4* - No geral, gostámos bastante da experiência. Optámos pelo bilhete do dia inteiro e compensou. Por volta das 15h00, chegaram imensas crianças, originando várias filas nos escorregas e bastante afluência na piscina geral. Além disso, tínhamos que nos desviar das aquaballs. Gostámos da organização do parque, se bem que algumas zonas pareciam completamente abandonadas. Os balneários também não estavam muito limpos. E por fim, na zona da relva artificial, devia de ser permitido comer comida trazida do exterior.  No caso de uma família de 4 pessoas, por exemplo, em que cada bilhete será 12€, já não devem estar dispostos a gastar mais em refeições. Aconselhamos-te a levar tampões para os ouvidos. Alguns impactos poderão prejudicar a tua saúde auditiva.

De Realçar:
  • Special day - uma vez por mês, os bilhetes ficam a 50%;
  • Atividades extra (pagas);
  • Aulas de dança;
  • Estacionamento.
Preços:  
  • Dia inteiro:
    • 12€ - Dos 10 aos 64 anos;
    • 9€ - Dos 4 aos 9 anos;
    • 9€ - Mais de 65 anos.
  • A partir das 14h:
    • 10€ - Dos 10 aos 64 anos;
    • 7,5€ - Dos 4 aos 9 anos;
    • 7,5€ - Mais de 65 anos.
  • A partir das 16h30:
    • 8,5€ - Dos 10 aos 64 anos;
    • 6,5€ - Dos 4 aos 9 anos;
    • 6,5€ - Mais de 65 anos.
  • Extras:
    • Duche de água quente - 1€;
    • Espreguiçadeira - 3,5€.
Horários
  • Todos os dias, das 10h00 às 19h00.

Telefone:  244 699 061

Localização: R. António Vitorino 27, 2430-677 Vieira de Leiria



Facebook: Mariparque

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Praia da Polvoeira

Campo ou praia? Se não te consegues decidir, nós apresentamos a combinação perfeita de campo e mar - a Praia da Polvoeira.


A Praia da Polvoeira situa-se na Costa Atlântica, no Concelho de Pataias, Alcobaça. A norte de Paredes de Vitória e a 900 metros do apoio balnear da Praia Pedra do Ouro, contém uma extensão de 1,3km.


Rodeada por arribas cobertas de arbustos, a praia encontra-se praticamente intacta, conservando a sua beleza natural. 




Ideal para banhos sem grande perigo, sendo o mar mais calmo do que nas praias em redor. Na zona norte da praia, quando a maré está baixa, são criadas  pequenas piscinas naturais entre as rochas.






O mar apresenta uma grande biodiversidade, destacando-se a abundância de polvos no substrato rochoso, no extremo norte da praia. O nome da praia advém mesmo deste último facto. 

Esta praia é bastante procurada por adeptos da pesca e para a prática de parapente e mergulho. Contudo, não é aconselhável para a prática de surf e bodyboard.  


Entre 1991 e 2003, a Praia da Polvoeira era uma das praias com bandeira Azul. Apesar de manter a sua qualidade ambiental, já não obtém esse galardão desde 2004. O motivo? A inexistência de apoios de praia. 

A vigilância da praia têm sido assegurada pelo Município, através de um protocolo com a Associação de Nadadores Salvadores da Nazaré. A recolha diária de resíduos do areal também é assegurada pelo mesmo.

No site playocean é possível ver as avaliações referentes à Praia da Polvoeira.


Classificação Global: 3,5* - A qualidade da água e as paisagens envolventes são 5*. Ideal para banhos, principalmente durante a maré baixa. A dimensão da praia e a baixa afluência permitem a privacidade e os jogos de praia sem preocupações (i.e a probabilidade de levares com uma bola é mínima). No entanto, a inexistência de apoios de praia (duches, cafés e bares, concessão de praia) tornam esta praia pouco convidativa. Os sanitários são dos portáteis (não verificámos a limpeza dos mesmos). Recomendamos que leves corta vento, esta praia costuma ser ventosa. Embora seja indicada como uma praia vigiada, não encontrámos qualquer tipo de vigilância.

De realçar:
  • Zona de estacionamento muito ampla;
  • Acesso por ciclovia.
Localização: Praia da Polvoeira, 2445 Pedra D'Ouro, Alcobaça.




Facebook: Praia da Polvoeira

domingo, 12 de junho de 2016

Santuário Senhor Jesus dos Milagres

Antes de existir o Santuário de Fátima, este era um dos principais locais de romaria em Portugal.


O Santuário Senhor Jesus dos Milagres situa-se no centro da freguesia dos Milagres, localizando-se 10 quilómetros para norte da cidade de Leiria. 

A sua construção teve início em 1732, em honra de um milagre que tinha ocorrido quatro anos antes. 

Manuel Francisco Maio era um mendigo paralítico, que vivia próximo deste local. Este movimentava-se com recurso a uma cortiça, com a ajuda das mãos. Um dia, enquanto se deslocava para pedir esmola, a cortiça despedaçou-se, ficando impossibilitado de se movimentar do local onde se encontrava (atual capela mor). Aflito, gritou pelo Senhor Jesus de Aveiro e pediu que o curasse, prometendo levar um painel ao Senhor caso o milagre se concretizasse. O mendigo entrou num sono profundo e quando acordou estava curado, conseguia andar. 

Se ficaste curioso(a) e queres saber mais sobre esta história, clica aqui.

As esmolas recolhidas pela Confraria do Senhor Jesus contribuíram para o início da construção deste edifício. O interior do monumento ficou concluído em 1750. No entanto, as torres e o gradeamento da galilé superior só seriam terminados no final do século XIX, tendo como arquitecto Ernesto Korrodi.

No final do século XX, dada a degradação do edifício, foi realizada uma restauração, financiada pela população.

Este monumento enquadra-se no estilo barroco.


A sua fachada é bastante semelhante à da Basílica de Mafra.


A frontaria do templo é composta por duas torres sineiras, que enquadram uma fachada de cinco vãos. O piso superior é composto por sete janelões, abrindo-se apenas cinco.

Nas partes laterais da igreja existem dois claustros de sete arcos.


A igreja de uma só nave contém um pavimento lajeado e cobertura em abóbada de lunetas. Na capela mor predomina o mármore em tons de preto e rosa. A decoração remonta ao final do século XVIII.






O interior da igreja é enriquecido por painéis de azulejos setecentistas, fabricados pelos ceramistas Silva e Sousa, netos do mestre José da Silva. Estes contêm a história do milagre que originou a construção do templo.


O adro da igreja é amplo, sendo composto por três coretos. É neste local que acontece uma das mais antigas e populares romarias da região.





De realçar:
  • A famosa procissão de andores realiza-se no dia 14 de setembro, caso este calhe a uma segunda feira. Se não for o caso, celebra-se na primeira segunda feira após dia 14.
  • Foi criado um Posto de Acolhimento para esclarecimentos e informações;
  • Possibilidade de visita guiada, com marcação prévia.

    Preços: Entrada gratuita

    Horários:
    • Segunda a domingo, das 9h30 às 20h00.
    Localização: Rua Cónego Amílcar, 2415-020 Milagres.







    quinta-feira, 28 de abril de 2016

    Museu Escolar

    Já conheces o Museu Escolar de Marrazes? Se a tua resposta foi não, então este post é para ti.


    O museu teve a sua origem numa iniciativa pedagógica da escola primária de Marrazes, no ano letivo de 1992/1993. Esta exposição, denominada de "A Escola Através dos Tempos", tinha como objetivo dar a conhecer a evolução do ensino e da educação em Portugal. O projeto despertou o interesse da comunidade dos Marrazes, tendo sido feitas diversas doações de materiais e objetos.

    Dada a dimensão do espólio reunido, surgiu a necessidade de um espaço maior e mais adequado, tendo a Junta de Freguesia de Marrazes, em 1995, se responsabilizado pela conservação e exposição do mesmo. Assim, no dia 16 de Maio de 1997, nasce o Museu Escolar.  


    Este situa-se num edifício social dos Marrazes, que se encontra por trás da Junta de Freguesia. Junto ao edifício existem bastantes espaços, onde poderás deixar a tua viatura. 

    Dado o preço do bilhete e a dimensão do museu pensámos que seria uma visita pouco produtiva, contudo, estávamos enganados. Ao iniciar a visita percebemos que a mesma iria ser guiada, o que foi uma mais valia. A Drª Rita Freitas, a diretora técnica do museu, foi bastante simpática e atenciosa.

    A visita começou no átrio de entrada, onde se encontravam objetos como o cabide, no qual se penduravam os cestos que transportavam o almoço, muitas vezes escasso ou inexistente. 

    De seguida continuámos pela sala de geologia, onde se encontrava uma coleção de mineralogia. Esta coleção foi o embrião do museu, tendo a maioria das peças sido doadas por uma professora.


    Ainda na mesma sala foi possível observar vários modelos de máquinas de escrever.


    Na área de artesanato e carpintaria encontravam-se várias ferramentas, que eram usadas nestes ofícios e não só. Desde os ferros de engomar a carvão, que serviam não só para passar a roupa como para alisar os cabelos, aos sapatos que eram usados ao domingo ou para ir à cidade (onde não era permitido andar descalço).





    A sala de aula foi o espaço que mais curiosidade nos despertou. Parecia que tínhamos entrado numa máquina do tempo e voltado à altura do Estado Novo. 
        


    A reconstituição fidedigna contava com os elementos que eram exigidos em todas as escolas: o crucifixo, símbolo da religião oficial do país, e os retratos do Chefe do Governo, António Salazar, e do Presidente da República, Marechal Carmona.

    Nas secretárias dos alunos encontravam-se os quadros de ardósia, os cadernos de duas linhas, onde se treinava a caligrafia com as cópias, e as canetas de aparo para os vários tipos de caligrafia.
      

    Em cima de um estrado ficava a secretária do professor, o que permitia ter uma visão global da sala. Esta continha vários instrumentos de castigo como a menina dos cinco olhos, as orelhas de burro ou a palmatória.



    Nas vitrinas estavam expostos vários livros da época, instrumentos de medição e as batas escolares.



    O piso inferior era constituído por vários espaços: a área dedicada à Mocidade Portuguesa, a sala dos brinquedos tradicionais e as salas do método e da legislação.

    Na área dedicada à Mocidade Portuguesa pudemos encontrar vários manuais, livros de banda desenhada e os uniformes utilizados pelas crianças e jovens.




    Na sala dos brinquedos tradicionais estavam expostos não só os brinquedos que eram vendidos nas feiras, como também os brinquedos produzidos pelas crianças.




    As últimas salas ilustravam a evolução do ensino em Portugal desde meados do séc. XIX. Aqui encontrámos a Cartilha Maternal de João de Deus, exemplares da revista "Escola Portuguesa", posters com as lições de Salazar e vários documentos oficiais.





    A exposição temporária era dedicada aos jogos de tabuleiro.


    No final da visita pudemos experimentar alguns dos materiais expostos nomeadamente, os quadros de ardósia, as canetas de aparo e as máquinas de escrever. 



    Adorámos conhecer este museu e todas as histórias por trás dos objetos. Vale a pena visitar. A maioria dos materiais e objetos, que integram a coleção do museu, foram doados por várias pessoas de diversos pontos do país. Se quiseres apoiar esta iniciativa, podes fazê-lo através de uma doação.

    De realçar:
    • Visita guiada;
    • Não é permitido fotografar com flash.

    Preços: 
    • Bilhete normal: 1€;
    • Cartão Jovem| Adultos com mais de 65 anos: 0,50€;
    • Crianças até 11 anos| Professores e acompanhantes inseridos em visitas de estudo| Membros da Liga de Amigos do Museu Escolar, APOM, ICOM, RIHMIE| Investigadores, jornalistas e profissionais de turismo (devidamente credenciados)| Mecenas| Funcionários: isentos.
    Horários: 
    • Terça a sexta, das 9h00 às 12h00 e das 14h00 às 17h30;
    • Fim de semana, das 14h00 às 17h30.
    Telefone: 244812701

    Localização: Largo da Feira dos 18, 2415-690 Leiria.


    Website: Museu Escolar

    Facebook: Museu Escolar